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Babylonia

Sou estudante de jornalismo e entusiasta de mil coisas diferentes. Amo profundamente literatura, mas tenho um fraco especial por poesia. Espero que gostem do blog, que divertam e que, de alguma forma, tirem partido deste espaço.

Babylonia

Sou estudante de jornalismo e entusiasta de mil coisas diferentes. Amo profundamente literatura, mas tenho um fraco especial por poesia. Espero que gostem do blog, que divertam e que, de alguma forma, tirem partido deste espaço.

Desabafo.

Li as notícias do Jornal de Notícias sobre a pílula do dia seguinte. Grande parte dessas criaturas que por aí andam agora, ainda não compreendeu que esta pílula do dia seguinte é contraceção de emergência! A pílula do dia seguinte não é de forma nenhuma abortiva! A pílula do dia seguinte não irá ter qualquer tipo de efeito no caso de a mulher já estar grávida!

Debitar idiotices tornou-se excessivamente fácil com o acesso à internet. Com o Google aqui mesmo à mão de semear, com a ridícula simplicidade que é fazer uma pesquisa e que leva a fantástica maratona de dois segundos. Se pelo menos houvesse uma forma de minorar a estupidez, assim um género de uma contraceção que impossibilitasse a estupidez de se multiplicar, mesmo que fosse apenas de emergência… ou… do "dia seguinte"!

 

 

 

Caules com folhas sobre um muro

 

Andei para aqui às voltas com as ideias, a tentar separar as folhas dos caules, para perceber de que cor é o muro onde se cola essa hera, mas pouco consegui discernir. Às tantas, só faz sentido esse todo de caules com folhas sobre um muro. Assim, como peça inteiriça, escultura que prende na imobilidade matéria, ideia e obreiro.

 

Quando se congela um gesto, ficará ele lá inteiro? Prender um movimento, é o quê?

 

Sacralizam-se imagens porque é mais fácil desapegar de poeiras do que sorver apenas a seiva do líquido puro. Como quem liofiliza, empacota, e guarda para um dia de aflição.
Há dias em que liofilizo. Desidrato de sentimentos e vagueio seca por entre páginas de livros que deixei de ler. Fica, assim, tudo imaculado, sem babas de seivas, nem nódoas de ideias.
Higienizada e anónima, para não deixar resíduos de humanidades.

 

Então, aparece o muro. É um muro comum, igual a um muro, e parece-se com um muro. A volumetria confere-lhe propriedade de objecto. Nem alto, nem baixo; nem espesso, nem fino. Um muro. Ergue-se verticalmente, de baixo para cima, e simultaneamente ampara e separa. Como compete a um muro.
(...)
E a hera teima em trepá-lo.
(...)
Quando se congela um gesto, ficará ele lá inteiro? Prender um movimento, é o quê?
Às tantas, só faz sentido esse todo de caules com folhas sobre um muro.

Há dias assim

Voltei a momentos de tristeza, voltei a momentos de choro! Nem sei que se passa comigo, uma parte tem a ver com o passado e parar para pensar, que me deu para isso hoje! Sinto falta de tantas pessoas, sinto falta de pessoas da minha vida real e sinto falta de pessoas deste mundo virtual, pessoas que ao longo do tempo me fizeram crescer, me fizeram enfrentar os problemas e que me apoiaram sempre!

 

Hoje sinto tristeza pelas pessoas que não estao perto de mim, sinto pena que elas nao estejam agora em momentos em que estou feliz e que estou finalmente conseguindo realizar os meus sonhos!A essas pessoas que não estão a meu lado eu agradeço, e espero que onde quer que elas estejam que tudo esteja bem com elas, e que eu nunca me esquecerei delas, apesar de tudo o que tenha acontecido e de a vida ter nos separado!


Obrigada a todos os que me acompanham!

Reparei em mim...

 

Aconteceu-me reparar em mim a reparar, enquanto me surpreendia no trajecto que o carro percorre de cor e me deixa olhar a paisagem, mil vezes reconhecida, e no paralelo da rabujice sincrónica ao aspirar pólens de cheiros antigos, me interrogar sobre a indiferença dos torrões pejados de malmequeres do campo, tufos dessas campainhas lilases, e a memória longínqua de bouquets selvagens que tinham que rapidamente ser oferecidos antes do efémero os transformar numa amálgama adoentada de flores a lembrar papel molhado... Pensei que há flores que quando arrancadas retrofenecem e que os nossos gestos necroflorescem de algum passado...

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